Ah, meu doce crepúsculo,
Só eu que o adoro
Para saber como é belo!
Aos poucos as sombras fortalece,
A escuridão adentra minha casa
E equaliza a pressão que há dentro de mim.
Turva-me a vista e permite-me a mentira
E deixe-me fantasiar as coisas em outras.
Traga-me o poder de sonhar!
Oculta as cores várias da primavera
Que elas não são minhas. Meus olhos não são dignos dela
Nem elas de conceber-me aqui. Concede-me-o?
Triste é a aurora que insiste na verdade
Quando não há mais ninguém que a queira ver.
Vá de retro aurora e para, ó tempo!
Quero sossegar nessa poltrona,
Mesclar-me à escuridão vindoura
Pois é esta que me afaga.
Não sabem como me alivia, me enternece
Saber que após cada dia, é certo,
Vou vê-lo mansamente, por toda parte, chegar.
Chega de luz! Basta! Leva embora!
Leva embora essa luz que a luz adoece!
Só a sua inexistência para amenizar o peso da minha.
se liga...depois me manda o e-mail ou a lista, sei lá, onde você costuma discutir política...abração
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