Quero permanecer aqui e agora
Para sempre mergulhado neste instante
Com essa dor que não dói, mas é dor;
Sem saber do dia, sem saber da hora...
Sensação estranha de um perdido infante...
Penso que seja lá o que isso for,
É uma dúvida que não sei qual é.
É minha existência ante o júri uma ré.
Que diabos é isso que sobe a garganta,
Pressiona-me os olhos por dentro
Que se fecham para se abrirem depois
Por achar ser só sonho isso que janta
Toda vontade ou esperança que tento,
Definitivamente eu tento ter, pois,
Quero, espero, não sei bem o porquê
Vê-las em meu pobre espírito nascer?
E na escrita destes versos confusos
Almejo compreender posteriormente
O que haverá de estar escondido
Nas letras deste papel que eu uso
Para me deixar menos descontente
Desta ambigüidade do momento querido.
É somente esta rima esquisita que expressa
Minha interrogação que não se expande ou cessa.
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