sábado, 18 de setembro de 2010

Tormenta marítima

Não me importo se não aceitas
As minhas sinceras desculpas.
Reconhecer as faltas feitas
É a maior virtude humana nessa era!

Minha alma é a maior das tormentas,
E um maremoto a mais
Criando a onda que na praia rebenta,
Diferença nenhuma agora faz.

Todos os aventureiros navios
Naufragaram sempre nesse mar.
Meus nobres anseios vazios,
Não se está apto a resgatar.

As velas em trapos voaram
A âncora, esqueceu-se no porto.
Os meus restos não encontraram...
Pairo sozinho neste mar morto.

Morto em nome dos aventureiros
Que se afogaram em suas ondas,
Tendo perdido seus veleiros
E para achá-los, perderam-se as rondas.

Somam-se lágrimas e mais lágrimas
A este infindável mar vazio.
Dos anjos as maiores lástimas
Não fizeram parar este frio.

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