Seria preciso muito mais tempo e espaço para discutir essa questão, porém, como, pelo menos por enquanto, não pretendo fazê-la e como não sei se um dia pretenderei e me debruçarei sobre isso, pretendo aqui somente levantar a discussão para os que quiserem pensar a respeito da academia como embrutecimento e exclusão, como obrigatoriedade para se ter direito a uma condição de menos subsistência e um pouco de vida. É preciso se livrar da academia e sua fragmentação, seus limites disciplinares e suas adesões a correntes interpretativas para o pensamento voltar a fluir, pois o mundo não se adequa às classificações humanas. É um todo que não pode ser devidamente compreendido se não for visto dessa forma. A separação entre as ciências é a separação dos fenômenos simultâneos e das perspectivas de análise do inter-objeto, ou seja, do fenômeno.
Vivemos um grande excesso de fragmentação do estudo “científico”em centenas de disciplinas que sequer conseguem existir por si mesmas e não há trabalho de análise de qualquer objeto de várias disciplinas onde não se possa encontrar interdisciplinaridade, deixando flagrante a ineficácia dela por si e funcionando como instrumento, consciente ou não, do retorno a parâmetros mais amplos de compreensão da natureza, do mundo e da vida. Mesmo os acadêmicos individualmente refletem tal fenômeno em suas formações em diversas micro-áreas em graduações, mestrados, doutorados múltiplos. A academia tentou sugar todo o conhecimento para dentro dela e se cristalizou de tal forma que hoje só se acredita que alguém sabe de algo se tiver passado por ela, se for “bacharel. Inclusive extende seus tentáculos aos concursos públicos, excluindo os que não possuem formação atestada por ela do acesso a cargos públicos. Pululam as universidades de baixa/baixíssima qualidade, só para satisfazer à necessidade de diploma, necessidade essa criada simplesmente para garantir vagas de uns e outros e diminuir a concorrência com a população em geral na busca de um salário decente, difícil de encontrar aos que não encontram na universidade algo que lhe chame a atenção ou que não teve possibilidades de acesso e conclusão de uma graduação.
Como resultado disso, o que se vê é muita opinião sobre pouca coisa e o sufocamento das idéias pela simples repetição, pela ditadura do método acadêmico e da bibliografia; uma sociedade mimética. E o sentimento intrínseco latente dos “acadêmicos” se achando senhores seres superiores, esclarecidos que devem orientar o mundo para sua salvação, não por caridade, mas por arrebanhar parecer demonstrar verdadeira a “superioridade”, ainda que se esteja completamente distante da sociedade e de seu desenvolvimento dinâmico e sem classificações e disciplina. A academia bitolou o pensamento, de forma que este não consegue mais correr para além de um campo específico, fragmento do conhecimento e que se crê inteiro... Tendo percebido sua falência, consciente ou inconscientemente, a academia tenta se resgatar, se ressuscitar com as inter- e multi disciplinaridades, num esforço provavelmente vão, pois, como uma casa velha que persistiu sem reformas estruturais em seus alicerces, deve ser demolida ainda que seja para se construir outra casa no lugar, que, por mais que seja igual, será outra.
Como resultado disso, o que se vê é muita opinião sobre pouca coisa e o sufocamento das idéias pela simples repetição, pela ditadura do método acadêmico e da bibliografia; uma sociedade mimética. E o sentimento intrínseco latente dos “acadêmicos” se achando senhores seres superiores, esclarecidos que devem orientar o mundo para sua salvação, não por caridade, mas por arrebanhar parecer demonstrar verdadeira a “superioridade”, ainda que se esteja completamente distante da sociedade e de seu desenvolvimento dinâmico e sem classificações e disciplina. A academia bitolou o pensamento, de forma que este não consegue mais correr para além de um campo específico, fragmento do conhecimento e que se crê inteiro... Tendo percebido sua falência, consciente ou inconscientemente, a academia tenta se resgatar, se ressuscitar com as inter- e multi disciplinaridades, num esforço provavelmente vão, pois, como uma casa velha que persistiu sem reformas estruturais em seus alicerces, deve ser demolida ainda que seja para se construir outra casa no lugar, que, por mais que seja igual, será outra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário