Minha cabeça pende sobre meu pescoço
A olhar firmemente sempre pro chão
A afundar-me num profundo poço
Da mais aguda e triste lassidão.
Talvez eu possa mais não quero,
Em hipótese alguma, do fundo sair.
Quero apodrecer aqui como um mero...
Qualquer coisa sem coragem para subir.
Não é possível. Eu não consigo
Jamais arranjar um lugar qualquer
No qual eu possa ver um abrigo.
Sinto-me falso, cínico, mesquinho
Por ter asas em sonho,
Porém não ser um passarinho.
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