sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fins de Novembro

Àquela noite os deuses choraram
E a mãe natureza fechava os olhos
Ante tão triste e terrível cena.
No corpo os sentimentos não moravam.
Retorcido ao chão pelos da vida espólios
Que fizeram a existência pequena.

Não mais brilhava a vida do sol
Até duas semanas depois
Quando aquela alma vazia
Entrava para o glorioso rol
Onde a treva densa se depôs
Para a leveza que se fazia.

Os ventos sopraram a desgraça
Para outros lugares, desconhecidos,
Onde ela o homem não toca.
Do espírito jovial volta à caça
A figura que da morte venceu os perigos
Após ver-lhe as presas da boca.

Exuma-se se sabe lá de onde
A força que funciona como motor
Para a inalcançável vitória.
Avista-se agora a ponte
Que dirige ao ponto de se impor
Acima do mundo, da escória.

Eis a vitória!

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