Divertem-se as pessoas,
Ao assistir na TV
O tal reality show.
É! Soltam risadas boas.
Deliciam-se ao ver
O hilário que passou.
Outros se põem no ridículo
Em sua mais ampla esfera
Expondo-se ao grand público.
Criando, com todos, vínculo
Invasor e que não espera
A vida de alguém pudico.
Como é boa esta invasão
Que se dá até certo ponto,
Que se pode controlar...
Mas não pode gostar ou não
O homem sobre qual conto.
Aquele que não tem lar.
Expostos os momentos íntimos
Vinte e quatro horas por dia
Os fazeres do mendigo.
Em nenhum instante, ínfimo
Segundo, para si, podia
Desfrutar em um abrigo.
Por todos os olhos vistos
Sem sequer ser percebido.
Ninguém vê nenhuma graça.
Candidatou-se para isso?
Nada toca o seu ouvido
Para que feliz o faça.
Esquecido vive e morre.
Quieto é o passamento...
Sobre ele a luz fulgurava.
Mente que agora o socorre
O médico desatento...
Outra vez a rua escura.
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