segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Inércia do Tempo

Hoje, há quatro anos atrás,
Eu – sim, eu – tinha toda a certeza
A mesma que ainda em mim mora; jaz.

Naquela época doía-me o peito
Tão fundo que não mais sinto,
Pois dói-me a existência por inteiro!

Eu dormiria numa hora como esta,
Mas corre amarga e quente, não minto,
Aquilo que minha vida gesta.

Ah, mas há muito já passou isso...
Queria poder chamar tristeza!
Decerto já passou disso.

O que será então que espera?
O que sucede à ânsia de morte?
À ânsia sincera?


26 de novembro de 2008

Nenhum comentário:

Postar um comentário