segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que foi?

O que é que foi? – você me perguntou.
Tudo. Agora tudo se foi.
A última estrela do céu se apagou.
Tudo o que eu vejo dói.

Uma infinidade de vidas eternas não seria suficiente
Para enxugar todas as lágrimas que descem
Molhando meu coração com seu sonho inocente.
O escuro de minh’alma do horizonte vai além.

Almejo um ensejo de reacender a caroável chama
Que bruxuleante ilumina um mínimo de futuro baço
Com talvez um bom dia e alguém que ama.

Todas as portas se fecharam e barreiras subiram
Os caminhos se obstruíram e sobre mim desabou o telhado.
Eu, soterrado alhures onde só os abutres viram,
Em minhas angústias e amargas lágrimas, estou afogado.

Desisto de tentar ver um inexistente futuro doce.
Tudo... Por isso, tudo se foi.

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