Às vezes
releio meus poemas
E não
encontro um que preste.
Fico em
dúvida se nestes momentos
Eu estou
com algum surto pessimista
Ou lapso
de consciência.
Leio-os
outra vez,
Mas há
algo (que não há) que lhos falta.
Parecem
carecer de alvorada ou crepúsculo,
De algo
para dar vida às letras.
Não
consigo transpor o que
Cresce em
meu peito e obstrui
Toda e
qualquer ação ou inação,
Pensamento
ou emoção que eu deveria ter.
Compreendo
que há algo
Que
deveria sair poesia se escrito,
Mas é
longo o transcurso
E a vida
se perde com o tempo.
Quando
levanto-me da cama
Para
procurar um papel e caneta,
Cronus já
esta a deteriorar
Aquilo
que antes era ardor.
A chama
enfraquece pela falta
De
oxigênio ou combustível outro.
E quando
me ponho finalmente a escrever,
É
somente isso que sai.
Essas
frases que eu mesmo critico.
Por mais
que tenham ideias e,
Pelo
menos para mim, representem algo
Ao
recordar do momento em que as criara,
Não
estou certo se são poesia.
Releio-os
e penso:
É esse O
Eu Mais Íntimo
Que se
tem para mostrar?
É só
isso todo o ser mais profundo?
Talvez
com o passar do tempo
Também
as letras tenham envelhecido...
E com
elas os poemas que escrevi;
E o
sentimento que outrora depositei nelas
Agora já
se foram sem se despedir.
A poesia
se foi e
Restaram
palavras vazias.
Jazem
apenas letras mortas sobre o papel.
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