Em direção à cidade natal
Órfão
Chovia... chove
Mas não há guarda-chuva
Nem braço a segurá-lo
Depois de mais de um ano
Regresso
Até onde não se reconhece mais
Um ao outro
Nascituro ultrapassado
E nascedouro displicente
São na verdade quase três anos
Desde que o reflexo se deu conta
De haver corpo do outro lado
E terá ele notado
Que a superfície – e também o fundo -
Obrigatoriamente o reluz?
Serão cinco anos
Escravizado pela vida
Obrigado a tê-la?
A ser tido!
Não. O corpo não tem vida.
A vida o tem
Mas, às vezes, esquece.
Nenhum comentário:
Postar um comentário