terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sobre a questão levantada no bar*


Por que vivo? Não sei!
Mesmo caso não haja motivo,
Querendo ou não eu vivo
Já que assim sempre foi
E acostumei-me com assim ser.

Amaria simplesmente viver!
Ver a vida como Alberto Caieiro.
Não importar-me com se, 
Quando, onde ou porque
Termina a estafante romaria.
Ah! Deitar-me agora eu adoraria...

Não posso cantar suas canções
Pois inexistem em meu coração
As palavras de ordem da multidão;
Não tenho suas queridas razões
Para prosseguir não sei para onde.
Vou voltar! Não sei o que lá se esconde.

Quando decidi então retornar
Notei que era impossível
E a multidão não pára de me arrastar
Ao longínquo lugar inexistente, 
Ao buraco não sabido (não?) e invisível.
Mas... Já está sob meus pés. 
O buraco impertinente.

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