quarta-feira, 16 de novembro de 2011

De pensar em ti, parar eu não consigo

De pensar em ti, parar eu não consigo.
Cada instante eu viajo pelo mundo
De mãos dadas contigo, da minha alma, ao fundo.
Estás em qualquer palavra que digo.

Tudo que sinto sempre há de te envolver.
Você não ouve que meu coração grita.
O seu ignora que o meu palpita
Mais forte ainda quando te vê.

Em todos os rostos só vejo o teu
Apenas uma vez pude ouvir a tua voz
E foi da torrente manancial a foz
Onde minha identidade já se perdeu.

Paisagem sem explicação, mágica
É do teu rosto sobre qualquer cenário.
Para tal contemplação não há páreo.
Porém é também animofágico.

Não toca a razão o que, por ti, sinto.
É de harmonia de algo espiritual.
Se é que isso existe, não há igual.
Tu e meus sonhos sois indistintos.

Macula meus pensamentos a impossibilidade
Que circunscreve a realização dos devaneios.
Sem ti, à sucessão de estragos, não há freios.
Flutuo em meio a dejetos de inverdade.

Alguém, puxa-me de volta para a terra!
Sequer sei se quero que isso aconteça.
Vivo num universo em minha cabeça
E por entre nuvens e estrelas meu amor erra.

Deixa-me perder-me no céu por paixão;
Apreciar ao teu lado o firmamento
Em alvorada num eterno momento,
Num espaço sem tempo onde não mais nos verão.

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