Estou com medo de sair do meu quarto.
Minha alma está doente.
Por mais que eu me agasalhe
O frio que sinto não arrefece.
Sinto-me oprimido dentro de meu coração
De onde tento fugir
Lutando contra as paredes que
Por mais força que eu faça
Não param de se contrair.
Decidi-me por correr para trás
De volta o mais rápido possível
- Mais uma de minhas covardias -
Para chegar ao ponto nulo, zero
Onde tudo (nada) começou.
Estou rasgado, destruído, angustiado;
Uma folha de papel sem caderno,
Sem pauta, sem cor, sem ter sido,
Em qualquer dia, uma árvore.
Envergonho-me por ser uma vergonha,
Um fracasso completo.
Talvez até em ter sido um fracasso.
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