quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Noite de lua minguante

A margem é de um verde bem uniforme,
Vista sobre a superfície deste rio.
Aprecia o ninho de um passarinho
A folha que sobre a pressa da água dorme.

A noite de lua minguante já esconde
A mudança do curso da água do Tejo
Na represa que lá em frente não vejo.
E a folha? Será que vai para onde?

Para a vasta planície onde a água dispersa
Perdendo-se para a absorção pela terra
E lá onde jaz a folha que aqui versa...

Em meio a muitas e muitas outras, ela
Por sorte é a escolhida pelo vento
Para tornar a pelo mundo viajar.



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