Minha alma é de vidro
E na forma de chão
De uma terra de gigantes
Onde todos um dia pisarão.
Eu sou da forma de uma garrafa
Posta na quina de uma mesa
Onde se põe a agir a gravidade.
Já não é para mim, surpresa.
Falo todo o tempo do que sou;
Coisas completamente antagônicas
De alguém que sempre errou
Todas as suas notas cacofônicas.
Piedosamente tolero minha existência
Por simplesmente respirar por respirar,
E prossigo sem qualquer essência
Tentando catar meus cacos no ar.
Contudo, mesmo que eu os colasse
Haveria eternamente rachaduras.
Mais do que já há por suas agudas amarguras.
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