terça-feira, 8 de junho de 2010

Confusão e nostalgia

Por entre as montanhas da sociedade
Ecoam os sons e vozes da mente
No escuro vale da insanidade
Que, aos homens, deixa-nos tristes e doentes.

As sensações que já me são diárias
Ora me atraem, ora preocupam.
Soam violinos desafinados,
Reverberam cheiros de flores mortas.

Destroem-me sem métrica ou rima,
Sufocam-me sem qualquer versificação!

Perdeu-se a triste beleza do início
Para terminar sem nenhum fim...
Janemseimaisondeterminameondecomeçamascoisas.
Sequer como se fazem as concordâncias!
Minh’alma, do mundo é dissonante...

Os sonhos são como gotas ao bater no chão,
A vida é melódica como vidro que estilhaça,
A lembrança já tem um cheiro azedo...
Com todos esse sons desarmônicos se faz a existência.

O dia perde sua pompa quando se pensa na noite,
A noite que aquece quando seu frio é ainda maior.
E ela te abraça quando não mais se quer
E mostra-te todos os sonhos que foram perdidos,
E o pior, não se pode voltar... NUNCA MAIS!

Chega então o momento em que seu cobertor
Torna-se unicamente a chuva...

Minha poesia (poesia?) já parece mais
Como apenas uma carta de despedia, e só!

O mundo e o pensar são tão incompatíveis!
Não compreendo por que...
Não compreendo nada! Se é que há algo a compreender!
Mas mesmo na dúvida eu tento... Sem sucesso...

As rosas de plástico murcharam!
Meus olhos nadam em nostalgia,
Nostalgia de algo que nunca existiu.

Por que tudo é efêmero
Menos a tristeza que parasita
Oportunamente a alma?

A alegria, como a fumaça do cigarro,
É bela, mas logo se desfaz no ar.
Queria eternizar o momento que
Nunca experimentei a contento...

Não tenho certeza, mas acho que
Pensar destrói os prazeres carnais.
Por via das dúvidas, acendo outro cigarro,
Trago... Penso, e sem chorar, choro, mas...
Solto a fumaça e finjo que esqueço e,
Tudo volta ao “normal”.

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