quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pretérito mais que presente

As pessoas nunca sabem o quanto são importantes para as outras,
Mas não é culpa delas nem das outras.
É culpa de todo mundo, mas não sendo este mundo como todas as pessoas,
E sim como o mundo todo em si, com ou sem pessoas.
A existência é a culpada. É condenada e triste.

Cada minuto que passa morremos e sabemos disso.
A humanidade cínica e pérfida envenena,
Faz-nos viver num mundo à parte
Quando tentamos ingenuamente ser felizes.

Não consigo permanecer de pé como deveria.
Todas as coisas estão invertidas.
Eu estou doente! Eu estou doente...

Não quero dizer o que penso, só escrevo...
Assim é mais fácil; o papel não tem olhos acusadores,
Não quer me dar lição de moral, apenas ouve.
Passo, mas não fico como o universo, como o fez Fernando Pessoa.

Filosofo e ninguém lembra, até porque ninguém sabe.
Bem, passo despercebido e é o que quero, é o suficiente.
Espero a morte triste e só enquanto isso.

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