quarta-feira, 9 de junho de 2010

Rio de Janeiro

Tudo permanece igual, sempre.
Nos últimos quatro anos que passaram
Parece que o tempo só correu para mim
E aqui não passou nenhum dia.

As estrelas que inda brilham onde não se pode vê-las
As nuvens correm pra tentar ficar paradas
O céu que se curva ante a dor humana...
Tudo da mesma forma.

O vento não sopra nada novo.
As paredes não contam nenhuma história
Além daquelas que já outrora li nelas
A chuva; as ondas do mar são as mesmas.

Porém, hoje já sou um estranho
Apesar de tudo permanecer igual
A casa onde morei não é mais minha.
A terra onde vivi, continua jovem.

… e eu envelheci.

O tempo só passa para aquilo que morre...
Mas só morre o que tem vida.

O tempo passou para mim.
Talvez só pra mim.

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