segunda-feira, 14 de junho de 2010

Presente

Não tenho esperança de ficar conhecido,
De ser aclamado e lido pelo mundo,
Até porque esperança espera
E eu definitivamente detesto esperar.

De qualquer forma, meu livro não é mesmo meu.
Não fui eu quem o escreveu.
Chamá-lo de livro também é mentira,
Pois são somente uns poemas.

Dizer que é meu não é verdade.
É obra da vida que me usou
Para transpor-se ao papel,
Pois queria presentear a humanidade.

Devolver-lhe de Prometeu a luz;
Contribuir com o prazer, a reflexão,
E compreensão de si e do que sente.
Dádiva que ao ser bem conduz.

Mas...

Nem todos gostam dos presentes que recebem.

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