sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ao pio da coruja



A noite grita em meus ouvidos
E dormir não me permite.
Em meus pensamentos moídos
Ecoa o silêncio doloroso.

Em minha cabeça retumba
Surdamente um histérico bumbo
Semelhante ao de macumba
Com seu ruído pavoroso.

Ó silêncio! Grande silêncio
Provedor de visões do mundo
Faz qualquer alma sucumbir
Por mais feliz que o pense.

Reflexões do antes do amanhecer
Diante do céu nebuloso e escuro
Envolto firmemente pelo relento
Do meu coração por um furo
Jorra a vida que me embaça a vista
E não consigo mais saber
Quanto de mim o mundo dista.



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