quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sonho ao sopro do ar*


As palavras ensaboadas pulam pela janela
E o vento as carrega. Não me permite lê-las.
Flutuam bailando levemente de forma bela;
Desfazem-se em numerosas e coloridas letras.

Voai livres e carregai convosco
Pela terra, mar e infinito céu
Meu espírito opaco e fosco!
Ah, livrai-me o paladar deste fel.

Levai-me neste mundo fantástico
A por entre as nuvens passear
Numa espécie de pensamento elástico
Para, a magia da escrita, eu sentir no ar.

Sob a sombra da árvore frondosa
Em um banco na praça tranqüila
Meu espírito se perde e goza
Um devaneio na brisa fresca que sibila.

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