Nesse dia eu, sozinho, refletia.
Pensava sobre questões temporais,
Indecifráveis sentimentos que colhia.
Matutava a respeito destes como tais.
Nadava entre lampejos de mim mesmo.
Esquecia por completo do corpo lá fora.
Procurava qualquer coisa a esmo
Sem ter pressa de ir embora.
Deparei-me, na minha introspecção, comigo.
Dos olhos brotava água
Que inundava e levava tudo que digo.
Achei que por tristeza chorava.
Na desordem que fora causada,
Porém, algo havia que brilhava.
Em seu canto sorria repousada,
Era a origem daquilo tudo,
Era do sonho o favo.
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