Não me importa se faz sol ou chove,
Se é boa a música que toca...
O corpo não responde, não se move;
Faz dum canto escuro sua toca.
Todos ao redor e você sozinho.
A nuvem é sombria, mas afaga...
Do interno da mente faz-se o ninho.
Qualquer coisa externa é praga.
Não mais sinto, pois estou quase extinto.
A obra nasce, parte de mim vai-se...
Dá-se a introspecção em si, não minto.
Da mente a poesia cai num cálice
E entrego para todos degustarem,
E pela solidão se apaixonarem. (!)
Sonha, sonha! E muito produz,
Em si, sobre si.--Se entristece...
Não há pra a alma luz.
...Caso à realidade tudo viesse... (!)
Nada é real, tudo é construção,
E fica-se sempre sem chão.
Afunda-se em profunda lassidão.
Sentido, a vida? Não, tem não!
Viver é um grande sonhar.
Outra coisa? ...É suicídio.
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