segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dia qualquer

Sentado no bar eu converso
E do outro lado cai a chapinha
E quiçá duas vezes roda e pára.
Eu pareço que ouço a conversa.
Mas atento às minúcias...
Rodo a pedra do isqueiro e
Sobe uma faísca que
Sem combustível se apaga.
O cigarro após aceso
Libera sua fumaça que sobe
E segue de encontro à lua
Que brilha em algum lugar
Embora eu não a veja.
Os lábios dela se mexem
Mesmo que o som não chegue aqui.
Ouço a gargalhada com os olhos...
Só com os olhos.
E eu calado e sem expressão
Acendo o meu cigarro
Despeço-me de todos os presentes
E vou.
E nada de mais acontece
Durante todo este dia.


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