É esse o meu destino;
Enlouquecer à solidão,
Viver tudo em vão
Talvez eu tenha perdido
O dom que Prometeu
A todos forneceu.
E ao desespero da vida
Sucumbirei no desejo
De não resistir ao que vejo
E à desgraça repetida...
Na esperança perdida
Mora a branda esperança,
Que tem sempre uma criança,
De existir uma saída.
Se das correntes se libertou
Prometeu, daquele modo,
Tal destino, para mim, rogo,
E assim também me vou.
Para fugir do meu fado,
Imploro ao destino
O emplastro divino
Que lhe fora emprestado.
É melhor a incerteza da noite certa,
Do que a certeza do dia incerto!
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