sexta-feira, 10 de junho de 2011

Prometeu e o fado meu

É esse o meu destino;
Enlouquecer à solidão,
Viver tudo em vão

Talvez eu tenha perdido
O dom que Prometeu
A todos forneceu.

E ao desespero da vida
Sucumbirei no desejo
De não resistir ao que vejo
E à desgraça repetida...

Na esperança perdida
Mora a branda esperança,
Que tem sempre uma criança,
De existir uma saída.

Se das correntes se libertou
Prometeu, daquele modo,
Tal destino, para mim, rogo,
E assim também me vou.

Para fugir do meu fado,
Imploro ao destino
O emplastro divino
Que lhe fora emprestado.

É melhor a incerteza da noite certa,
Do que a certeza do dia incerto!

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