segunda-feira, 13 de junho de 2011

Liberdade


Liberdade é a maior das utopias
Que o homem inventou para sonhar.
E como homem eu também sonho,
Mas sabendo nunca poder alcançar.

Fecho os meus olhos,
Pois não gosto do que vejo.
Sou, como todos, um escravo.
Contudo eu sei que sou.
Mas, sabê-lo não me torna melhor ou pior;
Simplesmente ordinário como toda a gente.

Abro os olhos para o espelho
E logo eu os fecho.
Eu não agrado nem a mim mesmo.
Vejo só um covarde
Que se fecha para tudo
E mesmo assim, fecho-me.

Agarro-me aos grilhões que oprimem.
A dor que me atinge, amo.
Sincero para mim mesmo eu sou
Como um padre que acredita na própria salvação.

Sou o pior dos pulhas!
Sei disso e nada faço.
Não me importo de ser enganado.
Engano-me que sou livre.

A todos os meus dias, este sonho
Sempre estragou e fez-me doente
E dele eu gosto sendo assim.

Grito pela liberdade que já tenho
Mesmo sem nunca tê-la conseguido.


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