Não canta o pássaro que não voa,
Se em sua vida coisa alguma é boa,
Se uma nota de alegria pra ele não soa,
Nem traz as volúpias de uma coroa.
Aos grilhões das boas maneias, preso.
Sem as carícias de um bebê no berço.
Em minha vida, a primavera é outono...
Tudo que almejo, só alcanço durante o sono.
Só o crepúsculo, ao invés da alvorada
Aos poucos anos de minha vida já condenada.
Ouviram dos céus, à solidão do quarto,
Da alma o urro, dum invisível e doloroso fardo.
Sonhar é uma triste felicidade...
Daquelas noites eu sinto saudade.
Do aconchego do claustro...Solidão!
Da prisão nesta alma...Na imensidão!
Lágrimas perderam-se aos quatro ventos.
Em pleno meio-dia, escureceu-se o céu...
O perdido quando fora semente,
Jamais será reposto no presente.
Quero e almejo ir! Deixe-me partir.
É. Realmente, tudo, eu já perdi.
Àquele que nunca soube amar...
Noite, vem com sua solidão abraçar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário