quarta-feira, 8 de junho de 2011

Leito de esperança


Tantas foram as vezes que repousei num leito
Sonhando acordar com doce deleite
Porém amargamente doeu-me no peito;
Nada mudou, nada foi feito.

Pensei só nessa estrofe e já cansei,
Não tenho vontade de mais nada
E já nem sei mais o que sei,

Ajuda-me,
Tira-me desse poço de desilusões repetidas.
Sempre as mesmas coisas
São, sem motivo, sofridas.

Tudo à minha volta quer me engolir,
Trazem-me medo, angústias e não me matam.
Para sempre a me assustar,
Não tenho para onde correr, não adianta chorar.

Nem consigo mais um pouco de pranto,
E deixo-me triste por ser agora apático.
A vida e a morte perderam seu encanto
Tornando tudo mais vazio e dramático.

Estou só.

Alguém está roubando nossas almas!

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