segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Metapoema do amor*


Para se falar de amor,
Não importando a que(m) for,
Vai uma simples receita.
Quem quiser a aproveita.

Use ternura em seu texto
Sob qualquer falso pretexto.
Diz que a vida é doce
Como se mel ela fosse.

Não se esqueça do ardor
Que aquece a alma no amor.
Dose com saudade um pouco
E dor de um amor louco.

Denote a intensidade
-não precisa ser verdade-
Com auxílio da hipérbole.

Por que não seres fantásticos?
Ao amante deixa extático
A deidade do(a) amado(a).
Ah, anjo, virgem, céu, fada

Também podem cair bem.
Depende do que convém.
Da preferência do estilo
Além de que(m) vai ouvi-lo.

Duma coisa não se esqueça:
Por mais belo que pareça,
Não há nada a se fazer.
Amar é sempre sofrer.


*Poema do Vida e Poesia

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