domingo, 16 de outubro de 2011

Música à meia noite*

Estou completamente enlevado
Pela admirável doce melodia!
Meu coração é do peito arrancado
Mas com alívio que me aprazia.

Enche-se e incha-se meu espírito
Erguendo-se do corpo até o céu
Deixando de existir no mundo físico,
Não mais sendo oprimido como um réu.

Estou eu onde se pode sonhar.
Estou eu, de todo o universo, acima.
Posso estar agora em qualquer lugar...
É de ouro esta verdadeira mina!

Respiro forte do real amor
Que faz almejar viver para sempre;
Que não há lugar na Terra para pôr,
Que, infelizmente, ninguém por mim sente.

Não apenas talvez por não querer,
Mas por encontrá-lo ser rara sorte.
Pode ser para mim um grande azar
Não ter quem da mesma forma por mim se importe.

Porém é imensamente feérico
E de todo modo indescritível
O momento mais que quimérico
Que sei; parece a todos impossível!



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