domingo, 16 de outubro de 2011

Suspiro em vão*

Sempre que choro não sei o porquê.
Mas mesmo assim tento escrever
Estupidamente que tudo é desagrado!
A capacidade de pensar...

Não sei se já vivi tudo da vida
Ou se toda nova é repetida
E na verdade não sei é nada!
Meus medíocres poemas são maçada...

Preciso acordar de meus sonhos
Descer das estrelas porque...
As coisas todas vêm e vão,
Mas quem sabe um dia...

Não é só porque estou só
Em minhas idéias escusas
Que significa que elas estão erradas.
Grandes idéias só surgem para poucos.
Mas... Eu as quero para mim...

Por que não?!

Desapontamentos a todo tempo
Comigo mesmo e com tudo
São tantos, tantos que...
Quem sabe o que vem depois da morte?

1,2,3...
Não muito mais que três.
Assim farei eu mesmo a minha vez,
Talvez só por curiosidade
E não tristeza de verdade.

Falta a existência de um objetivo,
Falta a existência de um afinco,
Falta tudo o que pode faltar.
Eu não sinto...

Que bosta é esta minha poesia!
Fala só dos próprios problemas!
De que interessa isto ao mundo?
Ninguém quer saber o que acho!
Ninguém quer saber...

O vento vem de encontro a mim.
O vento vem de todo deserto.
A força que a onda rebenta em meu coração...
A onda vem de todo mar.

Não posso suportar dar meu fígado
Durante o dia como comida
Para que a noite eternize meu sofrimento.


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