Certo dia, veio e me disse uma amiga
Que frequentava um curso de poesia
E falou a autoridade do professor
Que de cada autor, em cinquenta, uma é boa.
Então comigo ela quis comprar briga,
Pois eu disse acreditar que nada valia
Um curso desses, mesmo se barato for.
Inspiração e alma não se vende ou doa.
Ô Maria, por mais que você o siga,
Esse curso é verdadeira patifaria!
Perdoe-me se lhe tomo tempo, leitor,
Mas meus textos eu não escrevo à toa.
Permita-me, senhorita, que eu lhe diga
Que a natureza da técnica é fria
E na poesia ressalta o sabor
O impulso que no espírito ecoa.
Essa sua tal aulinha duma figa
Não consegue ensinar a todo dia
Ser atento e exímio observador
E simplesmente invadir qualquer pessoa
Para lá encontrar aquilo que liga
O ser concreto à íntima fantasia,
Àquilo que ao cotidiano da cor,
A ouvir o que pelos poros dela soa.
Deixe de conversa e saia dessa intriga.
Tudo que a minha caneta livre cria,
Pode até não me parecer ter valor,
Mas não deixo que a dúvida me corroa.
Mesmo se ruim, a esperança irriga
Daquele que, de publicar, nenhuma tinha.
Perca da crítica esse seu pavor.
Só soltando os versos é que se voa.
Poema do Vida e Poesia
Muito lindo e bem escrito, adorei e virei fã! Parabéns.
ResponderExcluirÉ bom receber elogios de vez em quando. Este poema é do meu terceiro livro: "Vida e Poesia", o qual divulgarei em breve. Muito obrigado.
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