A arte não deve tornar a vida agradável,
Mas sim demonstrá-la em toda sua intensidade,
Bem como propiciar ao desatento
A percepção da alegria na tristeza.
Expor todos os paradoxos e antíteses
Presentes nos atos, fatos e sensações.
Dar ao mundo tudo aquilo que ele tem,
Contudo, não se permite o direito de ver.
Há de se mostrar a realidade do sonho,
A 'oniricidade' do que se crê real.
Pode desorganizar a ordem
E organizar as confusões.
A arte há de ser, sobretudo, perspicaz.
O olhar prescrutante e silencioso
Que segue sorrateiro, sem ser percebido,
Por dentro dos seres e coisas.
Há de se concertar com o universo
Ainda que com isso dê as costas ao mundo.
Ela pode ser dura e crua
Ou também fantástica e enlevante.
A arte não é forma ou técnica.
É sensação.
*Do Vida e Poesia
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