Há
gente que quer viver cem anos
E
se preocupa com alimentação e saúde
Para
evitar do envelhecimento os danos
E,
que assim vive muito, se ilude.
Porém,
ao da existência inevitável termo
Nada
mais além da idade, prova que viveu.
Eu
não me importo de cedo quedar-me enfermo
Se
eu puder dizer com orgulho: - Isso fiz eu!
Não
faz diferença se morro antes dos trinta,
E
padeço pelos males da bebida ou fumo
Se
no instante em que minha existência se finda,
Minha
vida segue por séculos seu rumo;
Se
minha vida deixou de ser minha
E
for maior que eu e durar mais
Perpetuando-se
enquanto meu corpo definha
Para
eu não passar então jamais;
Se
algum dia tirarem-me da estante,
Sacudirem-me
a poeira e eu puder lançar,
Das
palavras ao coração do leitor, minha vontade perante
E
inundá-lo, afogando-o como o mar
Com
o prazer no qual agora me afundo,
Com
a verdade que, enquanto caminhei sobre a terra,
Enquanto
pelas minhas veias o sangue erra, vivi.
Serei então o homem mais
feliz do mundo.
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