Às
vezes nítida sensação eu tenho
De
que a loucura se aproxima.
É
como se ela batesse à minha porta
E
me dissesse: - Bom dia! Vamos conversar?
Com
tanto entusiasmo e amabilidade,
Quem
seria grosseiro a ponto de lhe negar?
Por
isso, saímos a caminhar pela cidade
E
rimos de nós mesmos, só nós dois.
Mas,
afinal, o que destaca a literatura
Se
não um pouco de insanidade;
Um
passeio tranquilo pelas ruas e parques
Sob
o sol ou chuva com a amiga Loucura?
Ela
lentamente se aprochega e me abraça
Envolve-me
com sua ternura e verdade,
Afaga-me
a cabeça em seu colo
E como a um filho, me põe a
dormir.
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