quinta-feira, 19 de abril de 2012

Loucura



Às vezes nítida sensação eu tenho
De que a loucura se aproxima.
É como se ela batesse à minha porta
E me dissesse: - Bom dia! Vamos conversar?

Com tanto entusiasmo e amabilidade,
Quem seria grosseiro a ponto de lhe negar?
Por isso, saímos a caminhar pela cidade
E rimos de nós mesmos, só nós dois.

Mas, afinal, o que destaca a literatura
Se não um pouco de insanidade;
Um passeio tranquilo pelas ruas e parques
Sob o sol ou chuva com a amiga Loucura?

Ela lentamente se aprochega e me abraça
Envolve-me com sua ternura e verdade,
Afaga-me a cabeça em seu colo
E como a um filho, me põe a dormir.

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