Olho
para o céu e vejo
Que
em minha direção vem caindo
O
carvão que pôs a funcionar
As
máquinas da fábrica,
A
fuligem das queimadas,
Os
sonhos que viraram fumaça,
As
cinzas dos que já foram,
O
pensamento dos que ainda insistem
Nessa
tão árdua tarefa,
Molha-me
a chaminé das casas aquecidas
E
o cheiro de suas comidas.
Cobre-me
o rosto
Com
o olhar saudoso às estrelas
Daqueles
que não cansam de esperar,
Lavam-me
o corpo e a alma
Essas
gotas que trazem consigo
Nesta
refrescante chuva
Toda a história do planeta.
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