Como a qualquer passante
Com quem se troca um olhar
Ao caminhar na rua, num instante,
Ao virar a esquina, deiacntxamos de
existir.
Sem sequer ensaio de despedida
Um ao outro não se é mais
E nem ao menos há como certificar
Se ainda há aquela pessoa.
Nem ao menos ter a certeza
De que não passou de alucinação.
Crê-se, por mera conveniência,
Que tudo continua normal.
Assim como ao andante desconhecido
Não se diz adeus;
Assim como à própria vida
Não se diz adeus
Vão-se, vamo-nos, sem perceber
Sem ser percebidos.
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