quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Anima mea

A alma é um universo próprio
Com estrelas particulares que,
Embora se apaguem o tempo todo,
Se expande em todas as direções.

De maneira contraditória é que se faz,
Bi e tridimensionalmente.
E voa com e como o vento
Da noite chuvosa e terna.

Defino-a sem defini-la,
Pois não pode ser feito.
A singularidade incomensurável
É sua única característica comum.

Vazia, mas cheia; e
Grande, porém pequena!
Sendo noite ou dia
A alma é quente e fria.

O que será dela após a vida
É que não se pode responder.
Talvez um sonho!
Um sonho vivo post mortem...

O que será de você lá
Se não é nada aqui,
Ó anima mea?


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