sábado, 27 de agosto de 2011

Sonhos sem esperança


Não acredito em meus sonhos.
Nenhum poder é capaz de realizá-los.
Nada tem poder de torná-los reais.
Meus sonhos para o mundo são fatais.

A vacina ardente que me percorre,
Arrasta-se em minhas veias,
Domina minha pobre mente
E meu organismo debilitado morre.

Agora estou em suas mãos.
Minha expressão inundada em lágrimas.
É tudo o que me restara.
Afogo-me com minhas lástimas.

Ninguém se importará com meu passamento.
A vida é feita toda de momentos.
A lembrança será soterrada,
A tristeza facilmente superada.

Tristeza?! Provavelmente nenhuma.
Não para aqueles que condenam
O que sinto sempre.
Vozes de solidão me aconchegam.

Abraço a única coisa que restou.
Só tenho minha ardente e doce heroína,
Que me ajuda nos difíceis segundos
E destrói-me neste maldito mundo.

Sinto ódio e pena dos senhores
Que me trouxeram combalido,
E tem um miserável filho
Sem esperança, sem louvores.

Lanço minha vida à lama
Sob lágrimas de meu coração.
O suicídio bate em minha alma
Como uma triste e clássica canção.


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