Da minha vida com os fios
Silencioso teço meus versos.
Escrevo, posto que minha voz
Não pode alcançar muitos ouvidos.
A palavra falada se limita,
se perde no instante em que é dita.
Discurso normalmente empolga mais,
Porém a mudança repentina
Tão rápido se desfaz.
A lenta persiste,
Se cristaliza e perdura.
O texto facilita parar e pensar.
O discurso não espera.
Simplesmente lhe carrega.
Então escrevo.
Para que me ouçam gerações
E saibam o que eu pensei,
Conheçam o que eu senti.
Para mim não há mais tempo
Que todo o tempo do universo.
Faço meus versos para a história.
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