segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sobre a tentativa de vida*




A incomensurável triste amplidão
Deste inocente, mas pomposo e eterno salão
Faz-me compreender que... Ah! Eu sou nada.

A arquitetura, escrita de antes dos livros, é muito graciosa,
Livre de censura, mais até que as inúmeras rosas
Que sempre nunca enfeitaram minha vida.
Sorrateiro o vento passa. A poeira é esquecida.

Fui acusado de como Quasímodo ter enfeado,
Amaldiçoado aquele casarão abandonado
Mesmo estando sempre despercebido.

Ninguém pode ver, mas do desconhecido faz-se medo e perigo.
Crê-se ser tal qual uma maça podre no pomar
Que às outras se julga poder contaminar.


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