segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Resposta Ao Espelho


Mas, e se eu não houvesse parado e sonhado?
Digo-lhe, eu do espelho,
Que não me importa seres o horizonte,
Pois enquanto caminhava penosamente,
Eu alçava-me aos céus
E deitava-me nas nuvens,
De onde pude ver que seu horizonte é nada.
Daqui, do cimo da existência!
Ainda que não toque o físico,
Alcancei o universo inteiro.
Avistei todos os campos e mares,
Perpassei todas as muralhas,
Desbravei os bosques da vida,
Visitei o fundo dos oceanos
E sem usar meus pés ou pernas.
Estive, livre, em todos os lugares.
Lancei meu olhar, e com ele, a mim mesmo,
A tudo que a mente consegue,
Ou nem sonha conseguir, imaginar.
E se hoje me olha com desgosto
Como a um ente imaginário esquecido,
Lembro-o que em rudeza ultrapassa-me
Quem nunca soube sonhar.



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