Não há em língua mundana
Nome pelo qual eu possa te chamar
Sem diminuir o teu valor
De um ser sem igual.
Triste é olhar-te a todo momento
Mas não poder nunca te tocar.
O romantismo não teve início
E não terá um fim.
Simplesmente existe sempre,
Habitando os poetas de todos os tempos.
Por isso não estou fora de época.
Ademais tu também aqui estás,
Embora num plano superior
Que só me permite ver ao sonhar.
Certamente é ser celeste,
E para aproximar-me de ti
Talvez eu não preste.
Sinceramente lamento.
O sino toca ali,
E velo o meu vivo corpo
Que já está morto
Por não te poder ter.
Estou sempre a sofrer...
Quero que desça e leve-me
Para o início, até o fim.
Até o infinito vasculho
Procurando-te no infindável escuro
E não percebo o invisível muro
Que me impede de te tocar.
Se eu for sem ti viver,
Eu prefiro morrer.
Pois tudo é sem graça
E tenho sempre a sorte azarada
De te encontrar.
Almejo sempre a morte,
Pois sem sua magia
Não há ninguém que, feliz, me faça.
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