Mas as idéias que fazemos das coisas,
Não mudam se nós não as pomos em cheque.
E nossa vida, a de cada um de nós,
É reflexo daquilo em que cremos.
O caniço ensinou à figueira em La Fontaine
Que resistir à tempestade crendo em sua própria força
Pode não ser tão eficiente quando aceitar se curvar
Enquanto a tormenta não se finda.
E tal qual avalanche, começa sem percebermos,
Pode devastar, pelo caminho que percorre,
Todos os obstáculos intransponíveis,
Tendo se iniciado pelo menor movimento invisível.
No final se assossega sempre.
Os abraços antecipam as despedidas,
As lágrimas são adeus e boa sorte;
Sinto sua falta mas preciso ir.
Em certo ponto as mãos podem se desgrudar,
Como um bebê do seio da mãe, para seguir
Até conseguir ter sua própria trajetória.
Nem por isso se está completamente só;
Nem por isso a vida termina.
Havemos de compreender que o tempo passa,
Porém, a vida, carregamos sempre
Assim fazendo nossa história
Ao ponto de ao termo da romaria
Ter a certeza de termos questionado nossas certezas
E enfrentado sem fatalismo o curso da existência.
E ao chegar o momento de chegar enfim
Sabermos ter sido em vez de apenas existido.
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