segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Luz do crepúsculo


Quero morrer! Não aprendi a viver.
Não aprendi a ser fútil
E viver por viver sem tentar entender
O que se passa à minha volta.

O firmamento mostra-se taciturno.
As pedras andam sempre frias.
As flores desfolham-se ao vento;
Vento cortante que nunca cessa.
E o que eu posso fazer?

O homem ignora a angústia alheia
Por fingir para si mesmo
Que, ele próprio não a tem. Nunca!
A ignorância traz felicidade.
E o que eu posso fazer?

Pensando poder ser livre
Quando quiser, ata-se ainda mais
Aos imensos grilhões dos porões
Da humanidade.
E o que eu posso fazer?

Não sei se ainda estou amarrado
Ou se não encontrei a chave.
Esta, talvez sequer exista...
E eu nada posso fazer!


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