A estrondosa tempestade que ocorre,
Só meu interno conhece, pois morre.
É inaudível ao externo mundo,
Que independente de mim, corre. (...) inundo!
Inadequado, estou ao tempo
Pois sinto já, do inverno o vento.
Sem mais forças para qualquer intento,
Abandono a vida, porém lamento...
Certo dia cada flor nasce,
E então morre, cedo ou tarde.
Não preciso me forçar a ficar entre tábuas,
Já que sobre a terra estou sem mais estar. Mágoas...
Mágoas de tudo, sem motivo para nada.
Neste claro dia escuro a rosa foi abandonada.
Em qualquer canto, não mais ergo a espada.
Minha lástima eterna já é fadada.
Não vou acender nem uma luz singela.
Coisa alguma por mim vela...
Não murchei; nunca brotei!
Definitivamente, não nasci para ser rei.
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