quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Metapoema da Tristeza


Escrever sobre tristeza
Não é nenhuma proeza.
Fale de lágrima, frio.
Junte silêncio e vazio.

Misture vento e noite.
Adicione o açoite
Para representar a dor.
Tire da vida o valor.

Uma pitada de medo.
Talvez um passado ledo.
Diz que o sofrimento é eterno.
O destino não foi terno.

Só subsiste escuridão
E se está numa prisão.
Chore que acre é a vida
E a existência perdida.

Se for um ultra romântico,
Lembra da donzela e pranto.
Também cai bem nostalgia
E termos 'de poesia'.

Jogue fora a esperança.
Adoce com infância.
Fale de tédio e morte e
Dose tremenda má-sorte.

Pronto!

Tem um poema na mão.
Vê a versificação.
Esmere-se bem na rima.
E far-se-á obra prima!

Mas é tudo besteira.
Triste é essa barulheira,
Calor, multidão e sol...
O trabalho e futebol!


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