segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Boa morte*

Eu desejo-lhe boa morte,
Que eu nunca poderei ter,
Devido à em vida não sorte,
E todo meu eterno sofrer.

Minha vida não teve amor,
Só azar, tristezas, fraquezas,
Sem sentimentos de glória e louvor.
Foi tudo destruído; sem beleza.

Minha pureza foi esfaqueada
Pela violência de seu mundo
E destruída e toda magoada...
Agora resta em mim um corte profundo.

Desejo-lhe a felicidade,
Uma morte calma e tranqüila,
De deixar muita saudade
E de extrema grandiosidade.

Anjos selaram meu tormento
E desespero para todo sempre.
Sofrimento de todo momento...
Ah! Que eu nunca me lembre!

Vontade de viver não existe.
Com melancolia e tédio
Tempero minha vida triste
Que ainda não tem remédio.

Não quero viver ou morrer,
Queria ser uma estátua de pedra
Sem sentimentos para sofrer,
Ou alegria a perder.

Feliz é quem não pensa na vida.


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