O
peso que carrego sobre os ombros
Deito
ao chão assim que pesa.
Querer
sofrer e buscar elevar-se não faz sentido.
Não
sofro com o sofrimento.
Como
sentimento, é bom experimentar,
Mas
se passa dos limites, que vá embora.
Se
for obrigação, melhor ainda.
O
fardo serve para experimentar o alívio,
Assim
como a fome serve para aumentar o prazer
Que
se tem ao comer, ao saciá-la.
Direito
que todos deviam ter.
Explorar-me
seu fardo,
É
um pouco mais difícil do que você pensou.
Sou
preguiçoso, indolente, pachorrento,
Modorrento,
desleixado, desligado,
Inconstante.
Um peso morto.
Eu
sou o próprio peso,
Por
isso não consegue pesar tanto sobre mim.
Na
hora que me enche, o deixo.
Desisto.
Assim,
leve – ainda peso -
Flutuo,
rondo à volta,
Peso
na sua impotência de me ser peso.
Você
fardo, que é meu fado,
Está
condenado a perder.
Se
se fizer minha vida,
Abdico
dela também, você bem sabe.
Só
se sabe o peso de algo se alguém o pesa,
Logo,
fardo, me escolhendo, você deixa de existir.
Se
quiser, pode andar ao meu lado,
Ser
amigo, conselheiro,
Porém,
assim também deixa de ser fardo.
De
qualquer forma, deixa de existir, isso é fato.
Nenhum comentário:
Postar um comentário